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TRATAMENTO DE ÁGUA


TRATAMENTO DE ÁGUA

O Brasil estabeleceu pela primeira vez padrões de potabilidade da água no estado de São Paulo em 1946. No âmbito federal, o primeiro padrão foi criado pelo Decreto Federal nº 79.367 em 1977, onde ficou estabelecido que o Ministério da Saúde seria o responsável por observar a potabilidade da água em todo Brasil.

São diversos parâmetros a serem observados durante a produção de água tratada. Observar a qualidade da água e exigir que os padrões de tratamento sejam cumpridos pelas autoridades competentes é um dever de toda a sociedade.

Um jeito simples de avaliar em casa é verificando a cor e o cheiro da água. Com o tratamento, a água é incolor, livre partículas suspensas e não tem cheiro. Um outro modo é analisar sua conta de água. As companhias são obrigadas a disponibilizar um quadro de informações sobre a qualidade da água nas contas e, muitas vezes, também disponibilizam tais informações em seus sites online.


FISCALIZAÇÃO

No Brasil, a fiscalização e classificação das águas dos mananciais é responsabilidade da Agência Nacional de Águas (ANA). Quanto menor for a qualidade da água retirada do manancial, mais recursos deverão ser gastos para seu tratamento. E NÃO SÃO POUCOS PROCESSOS PARA TRATAR A ÁGUA NÃO!!


LEGISLAÇÃO

A Lei do Saneamento Básico prevê que os serviços públicos de saneamento básico terão a sustentabilidade econômico-financeira assegurada mediante remuneração pela cobrança dos serviços de abastecimento de água e esgotamento sanitário, preferencialmente na forma de tarifas.

Você sabia que as companhias também pagam pela água?

Para exploração da água é necessário ter uma outorga concedida pela ANA durante um prazo determinado, além de diversas licenças ambientais.

A Lei das Águas, de 1997, estabelece que a água é um bem de domínio público, limitado e dotado de valor econômico. Ela é essencial para a vida e cabe a cada um contribuir para que ela permaneça.


De acodo com o SISTEMA NACIONAL DE INFORMAÇÕES SOBRE SANEAMENTO (SNIS 2017), temos as seguintes infomações:

ATENDIMENTO

  • 83,5% dos brasileiros são atendidos com abastecimento de água tratada;

  • São quase 35 milhões de brasileiros sem o acesso a este serviço básica;

  • Em 2016, 1 em cada 7 mulheres brasileiras não tinha acesso à água.

CONSUMO

  • O consumo médio de água no país é de 154,1 litros por habitante ao dia. Em 2016, os consumos apresentam variações regionais de 112,5 l/hab.dia no Nordeste a 179,7 l/hab.dia no Sudeste;

  • 110 litros/dia é a quantidades de água suficiente para atender as necessidades básicas de uma pessoa, segundo a ONU (Organização das Nações Unidas);

  • 14,3% das crianças e dos adolescentes não têm acesso à água;7,5% das crianças e dos adolescentes têm água em casa, mas não é filtrada ou procedente de fonte segura;

  • 6,8% das crianças e dos adolescentes não contam com sistema de água dentro de suas casas.

Dados por região

  • No Norte, 57,49% da população é abastecida com água tratada;

  • O abastecimento de água acontece para 73,25% da população no Nordeste;

  • A região Sudeste abastece 91,25% da população com água tratada;

  • No Sul, o índice de atendimento total de água é de 89,68%;

  • O Centro-Oeste, abastece 90,13% da população com água tratada.

PERDAS

Ao distribuir água para garantir consumo, os sistemas sofrem perdas na distribuição, que na média nacional alcançam 38,29% (SNIS, 2017).


Dados por região

  • O Norte perde 55,14% da água potável;

  • As perdas de água são de 46,25% no Nordeste;

  • Antes de chegar as residências, 34,35% da água é perdida na região Sudeste;

  • O índice de perdas na região Sul é de 36,54%;

  • O Centro Oeste perde 34,14% da água potável antes de chegar as residências.

ÁGUAS SUBTERRÂNEAS

  • O total de água extraída em poços é de 17,580 mm³/ano, volume suficiente para abastecer a população brasileira por 1 ano;

  • 18% da água subterrânea é utilizada para abastecimento público urbano;

  • Os custos envolvidos na perfuração e instalação de poços tubulares somam mais de R$ 75 bilhões, valor equivalente a 6,5 anos de investimentos do Brasil em água e esgotos;

  • Existem mais de 2,5 milhões de poços tubulares;

  • 88% dos poços tubulares são clandestinos;

  • 5.570 municípios brasileiros são abastecidos por águas subterrâneas;

  • O subsolo do país recebe cerca de 4.329 mm³ de esgotos por ano;

  • Cerca de 6 mil áreas de aquíferos e águas subterrâneas estão contaminadas no estado de São Paulo.

Camilo First

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