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REVOLUÇÃO, ARTE E CIVILIZAÇÃO


Conforme discorri em um artigo escrito há algum tempo, sobre a importância da verdadeira cultura e seu impacto na sociedade, a deturpação daquela causa efeitos danosos nesta, levando à desordem e à destruição do tecido social. A arte é a responsável por formar o imaginário popular, é a expressão da alta cultura que reflete no povo e o forma. Poderíamos dizer que a cultura geral do país decorre de uma elite intelectual que forma as massas, coisa que no Brasil de hoje não possuímos.

A influência da arte é tamanha que ela é amplamente utilizada para fins de engenharia social. Para implantar agendas ideológicas vemos fomentos à eventos artísticos ideologicamente alinhados à uma causa em específico. Se quer implantar o aborto, por exemplo, promova eventos artísticos que avacalhem com os valores morais neste tema, dessensibilizando a sociedade, sendo que, dessa forma, uma futura manobra legislativa neste sentido não seja frustrada por pressão popular contrária. 

Para ilustrar o caso em tela com um exemplo real cito o testemunho do Maestro Dante Mantovani, que relata o seguinte: "Estive em Buenos Aires há 14 anos atrás visitando teatros e museus. Em absolutamente TODOS museus que visitei , mesmo os mais tradicionais, havia exposições sacrílegas. 14 anos depois, o aborto é aprovado na Argentina. Eis a prova do que vivo falando em minhas palestras, cursos e livro: a Arte é ponta de lança da revolução progressista, e através de suas várias manifestações produz a mudança de mentalidade necessária à aceitação do inaceitável. É por essa razão que não estou surpreso, e por esta mesma razão é que tenho dado prioridade absoluta à tentativa de elevar o gosto artístico e o senso estético no Brasil. Infelizmente sou ainda uma voz que clama só no deserto, mas ainda assim não vou esmorecer, porque a beleza que Deus concedeu à humanidade através das Artes do Belo, em especial da Música, dão poderoso testemunho do esplendor de Sua Glória, das Suas Verdades e nos ensina o que nunca poderemos aceitar. Portanto, caríssimos, tenham claro que não venceremos a batalha pró-vida sem vencer antes a batalha estética!" (Via Facebook).

Curiosamente manifestações parecidas tem sido incentivadas no Brasil. Fica evidente o motivo, desconstruir. É a essência da revolução ser contra a ordem e, por consequente, o Belo, para a mentalidade revolucionária a arte não passa de uma ferramente para engenharia social, não há valor do que seja belo ou feio (bem como não há valor do que seja bom ou mal, ali impera o relativismo). Vale ressaltar, que a arte desordenada, por assim dizer, afeta também no campo da criminalidade, isso fica evidente ao vermos letras que cantam à desordem e a desobediência moral pela simples barbárie.

O interesse revolucionário na desconstrução do Belo vem do fato de que a arte é um dos elementos civilizacionais, logo, se querem destruir a civilização ocidental a arte é um dos elementos que serão desconstruído - juntamente com a família, religião e etc. O Belo é um valor que está intimamente ligado com o valor do que seja Justo (bem ou mal) que estão, por sua vez, ligados à Verdade; negar um deles é negar a todos, se não existe beleza objetiva, também não há como saber o que é bom ou mal e, muito menos, o que é Verdade e tudo vira "matéria de opinião", chegando ao ponto em que o povo não consiga mais diferenciar um Homem de uma Mulher objetivamente sem se perder em discursos ideológicos e chavões grupais.

Como disse o Maestro supracitado "a arte é a ponta de lança da revolução", é através dela que, sutilmente - ou nem tanto, vai se introduzindo no imaginário do povo certas mentiras que, de tão batidas, acabam se tornando "verdades". É um processo lento e árduo a fim de destruir a civilização e  acabar com a inteligência de todo um povo para construir no seu lugar uma nova sociedade, administrada e subjugada.

Camilo First

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