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QUEM TEM PADRINHO NÃO MORRE PAGÃO




Já perdi a conta de quantas vezes ouvi histórias pouco edificantes sobre a necessidade de prestar submissão voluntária a pessoas investidas em determinado cargo ou função no governo para obter algum ganho, um contrato, uma licitação, uma promoção, uma transferência. E se o detentor do poder político for um familiar, tanto melhor. É possível construir uma carreira meteórica com ganhos volumosos, diria até mesmo pornográficos. À guisa de exemplo meramente hipotético, é plenamente possível ser escolhido desembargador de um tribunal federal se seu pai for ministro do Supremo Tribunal Federal (tanto melhor se sua mãe for desembargadora), ou dormir como (não com) monitor de zoológico e acordar sócio de uma grande empresa de telefonia. Neste caso, é preciso ser filho do presidente da República. Isto, obviamente, jamais aconteceu no Brasil.


Retirado do livro: Pare de acreditar no governo - Bruno Garschagen - Capitulo 1, O início de tudo que deu no que deu - Página 23.

Camilo First

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