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MANEJO DE ÁGUAS PLUVIAIS


Ainda sobre os componentes das Políticas Públicas Brasileiras, o assunto tratado hoje será MANEJO DE ÁGUAS PLUVIAIS.

Uma das principais fontes de vulnerabilidade urbana é a questão da drenagem, devido à sua gestão inadequada, o que traz como consequências o comprometimento das fontes de abastecimento pela contaminação dos mananciais superficiais e subterrâneos, erosão e produção de sólidos, inundações urbanas e um ciclo de contaminação.

De acordo com a Lei do Saneamento (nº 11.445/2007), que define as diretrizes do saneamento básico, a gestão das águas pluviais é uma atribuição dos municípios.


MAS O QUE É MANEJO DE ÁGUAS PLUVIAIS?

É um sistema composto por estruturas e instalações nas vias urbanas destinadas ao escoamento das águas das chuvas, tais como: sarjetas, bueiros, galerias, dentre outras.

Esse sistema canaliza a água de modo a reaproveitar e redirecionar o fluxo para tratamento e disposição final das águas pluviais drenadas nas áreas urbanas, principalmente nas localidades em que possam ocorrer enxurradas e inundações.

A correta gestão das águas urbanas está diretamente ligada ao uso correto do solo, que deveria se pautar pelos planos diretores. Entretanto, o que se constata na maioria das cidades é:

  • Proliferação de assentamentos informais;

  • Alta densidade de ocupação no espaço;

  • Ocupação de áreas de risco e a urbanização sem infra-estrutura resultando em impacto sobre a própria população.

Esse cenário é bem favorável para o surgimento de:

  • Alagamentos;

  • Inundações;

  • Deslizamentos;

  • Perda de rios e lagos;

  • Proliferação de doenças

QUAIS OS BENEFÍCIOS QUE UM SISTEMA DE DRENAGEM ADEQUADO PROPORCIONA?

  • Redução de gastos com manutenção de vias públicas;

  • Valorização das propriedades existentes na área beneficiada;

  • Redução de danos às propriedades e do risco de perdas humanas;

  • Escoamento rápido das águas superficiais, facilitando o tráfego por ocasião das chuvas;

  • Eliminação da presença de águas estagnadas e lamaçais, focos de doenças;

  • Redução de impactos da chuva ao meio ambiente, como erosões e poluição de rios e lagos;

  • Redução da incidência de doenças de veiculação hídrica;

  • Condições razoáveis de circulação de veículos e pedestres em áreas urbanas, por ocasião de chuvas frequentes e/ou intensas.

Camilo First

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