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COMO CONHECER UM CANDIDATO



Seja em ciência política, seja no mero comentário jornalístico, a análise de um candidato a qualquer cargo eletivo, para ter o mínimo de confiabilidade, tem de abranger os seguintes aspectos e suas inter-relações:


1) Sua imagem publicitária, o “personagem” criado pela sua campanha, o qual pode coincidir em mais ou em menos com a sua personalidade real.


2) Seu programa de governo ou plano de ação, considerado na sua pura lógica interna.


3) A comparação entre esse plano e a situação externa objetiva que ele promete alterar ou corrigir.


4) As correntes de pensamento atuais ou pretéritas que, de maneira mais próxima ou mais remota, se refletem nesse plano.


5) Os grupos políticos, econômicos e culturais que apoiam o candidato de maneira ostensiva ou discreta.


6) A posição real do candidato ante esses grupos, seja como seu líder efetivo, como seu parceiro permanente ou temporário ou como seu agente e serviçal.


7) As alternativas reais ou possíveis contra as quais sua candidatura se opõe de maneira explícita ou velada.


Só quando esses sete fatores estão esclarecidos você pode ter uma certeza razoável de que conhece o candidato e sabe a que veio. É essa a condição sine qua non do alardeado “voto consciente”. E não é preciso dizer que essa condição depende, fundamentalmente, dos “formadores de opinião” — dos intelectuais públicos e da mídia


Olavo de Carvalho. Retirado do livro "o mínimo que você precisa saber para não ser um idiota", página 257, "É proibido parar de mentir".

Camilo First

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