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A GRATIDÃO PELA GRAÇA DE DEUS





"1. Para que buscas descanso, se nasceste para o trabalho?

Prepara-te para a paciência, mais do que à consolação; e a levar a cruz, antes do que a ter alegria.

Que homem mundano não receberia de boa vontade a consolação e alegria espiritual, se delas sempre pudesse gozar?

As consolações espirituais excedem todos os prazeres do mundo e os deleites da carne.

Porque todas as delícias do mundo são torpes ou vãs; e só as espirituais são alegres e honestas, geradas pelas virtudes e infundidas por Deus nos corações puros.

Mas ninguém pode gozar continuamente estas consolações divinas à medida de seu desejo; porque a tentação não cessa por muito tempo.

2. Um grande obstáculo à consolações celestes é a falsa liberdade da alma, e a presunçosa confiança em si mesmo.

Deus faz bem ao homem, dando-lhe a graça da consolação; o homem faz mal não atribuindo tudo a Deus e não lhe dando graças.(..)"


Belo trecho retirado do livro “Imitação de Cristo”, atribuído ao monge medieval Tomás de Kempis.

Tal trecho nos faz meditar sobre a noção de “espiritualidade” que encontramos por aí. Normalmente relacionada a um bem estar físico ou psíquico. Frequentemente as pessoas carregam características pagãs ao termo, tais como energias, karma; isto quando não misturam panteísmo, psicodelismo, paganismo oriental e ocidental, bem ao estilo New Age, consolidando em uma explosão de “espiritualidades” tolas -sem esquecer a tal espiritualidade quântica (sic).

Tais espiritualidades só levam à perdição, ao desencontro da ordem universal criada e querida por Deus. Tal como o demônio que destoou da bela canção da criação divina, estas espiritualidades são como instrumentos desafinados em um belo concerto musical, criando desequilíbrio tonal.

A verdadeira espiritualidade está centrada na Cruz de Cristo, tal como disse o Mestre: “Se alguém quiser vir após de mim, negue-se a si mesmo, tome sua cruz e siga-me” (Mt 16,24). O caminho para a Verdade é o mesmo ditado pelo título do livro citado, ser a “Imitação de Cristo”, carregar sua Cruz, morrer e ressuscitar com Ele, em união com seu Corpo Místico, “que é a Igreja de Deus vivo, coluna e sustentáculo da verdade.” (I Timóteo, 3-15). Tudo isso a fim de “impedir que certas pessoas andassem a ensinar doutrinas extravagantes” (I Timóteo, 1-3).

Camilo First

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